Cartilha política da CNBB

  Por Felipe Feijão*

a-igreja-e-as-eleicoes-2016A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) oferece ao eleitorado brasileiro, uma cartilha de orientação política, que trata das eleições de 2016. A linguagem simples do texto facilita sua leitura e compreensão, mas os temas que por vezes parecem óbvios são os que mais precisam de atenção por parte dos eleitores, posto que se referem diretamente à análise dos candidatos, à prática do voto, as mudanças na legislação eleitoral, ao papel dos vereadores e prefeitos, dentre outros.

É evidente a preocupação eclesial quanto à conjuntura política-eleitoral brasileira, e isso se torna nítido na cartilha, a partir das considerações sobre a procedência do voto, as implicações do voto, e sobre a responsabilidade cristã na política.

De um modo amplo e geral são empregadas generosas colocações concernentes à conscientização do eleitorado, e a postura equilibrada adotada pela CNBB, colabora para a formação de uma nova visão e para uma nova conscientização de quem se preocupa com a realidade atual do cenário eleitoral brasileiro.

É preciso, sem dúvida, perceber, de fato, nos candidatos aos cargos públicos, quais seus projetos, quais suas propostas, qual seu comprometimento. E de acordo com o cargo que se candidata entender quais as funções daquele cargo e no decorrer do mandato, acompanhar e observar o desenvolvimento prático dos projetos e das propostas de campanha.

As eleições deste ano são para vereador e prefeito, isso condiciona que o debate mantenha seu cerne especificamente na cidade, mas não impede que a abrangência discursiva atinja maiores fronteiras, posto que o momento ainda traumático se torna oportuno. A municipalização das eleições acarreta certa proximidade dos candidatos com o povo, e isso pode ser bom porque facilita as relações e desperta mais interesse, mas por outro lado favorece a corrupção.

O conteúdo do referido texto, demonstra a preocupação e ao mesmo tempo o entusiasmo que a CNBB deposita na sociedade em geral, uma vez que o tema é essencialmente social. A cartilha, dessa forma, é um rico instrumento para a formação, para a conscientização, para o debate e para o conhecimento de especificidades comuns e diretamente relacionadas à vida política do País.

Tudo isso se configura como um interesse social geral. Diante de tanto descrédito, crises e corrupção, é vital para a renovação das cidades e consequentemente do País, que essa teoria se emancipe a prática e gradualmente forneça as condições para que aconteçam as transformações urgentes e necessárias.

perfil-jornal*Felipe Augusto Ferreira Feijão
Aluno da Graduação em Filosofia (2º Ano)